Adérmis Marini pré candidato

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Vereador atuante na cidade de Franca, Adérmis nos concedeu uma entrevista exclusiva e afirmou que é pré candidato a Deputado Federal pelo partido PSDB

 

Franca- Realizamos na tarde do dia 09 de abril, na Câmara Municipal de Franca, uma entrevista com o vereador Adérmis Marini, também candidato a Deputado Federal pelo PSDB, em um papo muito bom. Vamos a entrevista.

JFP Noticias – Após 01 ano e 04 meses de governo aqui na cidade de Franca, qual a sua avaliação da gestão do prefeito e dos vereadores?
Adérmis Marini – Em relação ao prefeito, eu vejo uma gestão que precisa ter mais eficiência, precisa ter continuidade nas ações. Isto está prejudicando o município. Não estamos tendo sérios problemas, isto temos que reconhecer, mas estamos deixando de avançar em muitos assuntos importantes, pela falta de uma gestão eficiente e que tenha continuidade. Se você pegar, não tinha nenhum dos secretários que começaram nos cargos e já mudaram. Temos pastas importantes que mudaram 03 ou 04 vezes o secretário. Temos pastas em que o coordenador, na área de educação, abaixo do secretário, foi mudado 04 vezes. No início deste ano, houve uma mudança de 50% dos diretores das escolas. Isso é importante. Quando o governo está preparado, tem um começo, meio e fim. Neste governo, muitas ações não começaram ainda. Então, tem muita crítica com relação a isto.
Quanto à Câmara, eu a vejo muito tranquila. Um pessoal mais tranquilo em relação à Câmara passada, mas um pessoal do bem, muito bem intencionado. Devido ao momento, está todo mundo tentando entender quando o governo vai começar a funcionar. Eu comecei bem depois dos demais, até porque eu fiquei até o meio do ano como Deputado Federal, porém vejo um pessoal que quer trabalhar por Franca, mas ainda sentindo as dificuldades com relação às ações do Governo.

Eu vou te dar um exemplo claro: Creche. Não foi feito ainda o chamamento. Então, teve que aditar contrato, em alguns casos, resolveu fazer para quem está em prédio público. É um governo, no meu ponto de vista, muito confuso. Aí tem o contra turno escolar, que hoje é praticado pela Pastoral do Menor, pelo CEPROL. Eles estão com a insegurança jurídica, porque estão provisórios. Estão dentro de um aditamento contratual de prazo. Por que não fazer o chamamento antes? Dar segurança para que as Entidades possam desenvolver o trabalho. O governo vem trabalhando desta forma. Uma insegurança total. O governo precisa se planejar e ter mais firmeza nas ações.

JFP Noticias – Você acredita que este governo foi pego de surpresa? Que nem eles acreditavam que ia ganhar esta eleição?
Adérmis Marini – Concordo com a sua pergunta que pode ser transformada em afirmação. Porém, no primeiro momento se montou uma equipe boa com o Ananias, a Silma e pessoas experientes. De repente, em poucos meses, se desfez todo mundo. Não sei por quais motivos. Se tivesse mantido, talvez uma equipe mais experiente, estivesse melhor. Não estou falando mal da equipe que está aí. Até porque, vejo pessoas que entraram agora e estão se esforçando para realizar um bom trabalho. Vou citar o secretário de serviços, o Adriano Toste, que entrou há um mês. E você vê o esforço dele, que está querendo fazer um bom trabalho. O governo está aí há 01 ano e 04 meses, e ele apenas há 01 mês no cargo. Então se percebe que falta a continuidade do processo. Também acho que eles não estavam esperando ganhar a eleição.

JFP Notícias – Você é pré candidato a Deputado Federal?
Adérmis Marini – Sim. Sou pré candidato a Deputado Federal.

JFP Noticias – Qual a sua opinião, então, sobre a mudança de partido do Deputado Roberto Engler, que era um político importante e muito atuante em nossa região pelo PSDB?
Adérmis Marini – Foi uma grande perda para o nosso partido. Eu entrei no partido pelo Roberto Engler, eu tinha 19 anos de idade, era líder estudantil, ele montou o PSDB e a equipe dele me convidou. Entrei bem mais tarde na política, mas sou militante do partido há muito tempo. Saí um período do partido e disputei eleições pelo PMN, mas voltei e venci a eleição de vereador, como vereador de novo e depois como deputado, fiquei na suplência e assumi. É uma decisão dele e temos que respeitar. Isto só mostra a falência do sistema político brasileiro. Ele tem uma identidade com o PSDB. Se você pegar o PSDB de Franca, a cara era do Roberto Engler e, do dia para a noite, ele foi para o PSB. Mostra que o sistema partidário no Brasil acabou. A necessidade de uma reforma política é muito necessária. É uma discussão muito mais ampla. Eu mesmo recebi várias propostas de outros partidos, pois quando você é deputado o assédio é muito grande por partido político. Mas penso que o nosso problema não é partido. Acho que os partidos praticamente se nivelaram por baixo. Até gravei um vídeo neste fim de semana, dizendo que o problema não é o Lula. O Paulo Prieto que é do meu partido está preso. E aí sou PSDB só apontando para o Lula. Ainda bem que ele está preso. O PSDB também tem que ser investigado. Eu tive uma postura na Tribuna da Câmara, criticando o Aécio Neves, presidente do meu partido, ele não me representa. Eu defendi, como Deputado Federal, a expulsão dele do partido. O PSDB o mantém dentro de seu quadro, é uma vergonha. A falência do sistema partidário esta aí, e cabe a nós políticos mudar esta realidade.

JFP Notícias – Você acredita que é possível esta mudança?
Adérmis Marini – Acho muito difícil pelo Congresso Nacional que nós temos. Acredito que um próximo congresso poderá fazer. Eu usava a Tribuna da Câmara dos Deputados, enquanto discutíamos a reforma política e eu estava lá, e dizia: “Esta Câmara dos Deputados, aprovar um fundo partidário é uma vergonha”. Um bilhão e oitocentos mil reais. O Brasil não investe isto em novos hospitais. É uma forma, dos que estão lá se manter no poder, bancados pela sociedade. Quem vai bancar as campanhas políticas hoje é a sociedade, pois não pode mais pegar das empresas. É uma vergonha.

Foro privilegiado. Me perguntam: Por que o Aécio não responde o processo? Porque ele está assegurado por um Foro Privilegiado. Isto é um absurdo. Todos nós somos iguais. Porque o processo do Lula foi muito mais rápido? Porque estava em instâncias inferiores e não tem mais foro. O Temer está aí. Todo o entorno do presidente estava preso até a semana passada. E ele está intacto, não responde processo porque tem foro. Quem está lá quer acabar? Não. Eu defendi o seguinte, que quem poderia fazer uma reforma política decente neste país é a população. Eu apresentei um projeto que está entrando, mas nunca vai aprovar, faltou colher as assinaturas porque eu caí logo na semana seguinte, jogar a reforma política para 2018, onde a população, além de votar nestes quadros que ai está e já fazer uma reforma política escolhendo o voto distrital, o distrital misto ou do sistema que está lá, fim do foro privilegiado, tudo por intermédio do plebiscito. Daríamos legitimidade. Começava um Brasil diferente. Mas, parte Congresso que está lá, pelo que eu conheci, estão desconectados da realidade do Brasil. Eles se acham “Deus”. Acabou a ideologia, infelizmente.

JFP Noticias – O que um Deputado Federal consegue trazer de benefícios para as cidades pequenas, como por exemplo, Itirapuã, Patrocínio Paulista, Restinga, Cristais Paulista e Franca?
Adérmis Marini – Olha, podemos trazer muita coisa, não só recurso financeiro. Nós vivemos, infelizmente, em um sistema federativo no Brasil, em que os 60% dos recursos ficam com o governo federal, 28% nos estados e apenas 12% nos municípios. E as coisas acontecem nos municípios. Então, temos que eleger pessoas que vão querer mudar este sistema. O recurso fica em Brasília, quando chega na ponta, é desviado pela corrupção, fica em uma máquina gigante e ineficiente que quando chega, se são 100 reais, chega na conta de quem precisa 10 reais. Quando tomei posse em Brasília, e fiz o juramento, a primeira coisa que fiz foi estender a bandeira de Franca, para defender a nossa região. Faz muita falta não termos um Deputado Federal, pois ele é a ponte. Você pega uma cidade como Itirapuã, Patrocínio, que precisa de um equipamento para um pronto socorro, ambulância, recursos para a saúde, viaturas, e para isso, o Deputado é a ponte. Temos que imaginar fisicamente como uma ponte, da nossa região à Brasília. Mas, vivemos neste sistema federativo, em que temos que ficar com pires na mão pedindo recursos para Brasília. Hoje um Deputado Federal tem 14 milhões em recursos, por ano, para mandar para a sua região. Franca deixou de receber 48 milhões de reais pelo fato de não ter um deputado Federal. É recurso muito relevante.

JFP Noticias – Gostaria que você deixasse uma mensagem para os nossos leitores.
Adérmis Marini – Quero deixar o seguinte: estou na política porque eu gosto. Tenho orgulho de dizer que sou político. Eu tenho o maior prazer naquilo que faço. É um momento extremamente difícil, com prisões, com denúncias, mas eu não tenho nada. Tenho um passado limpo, não respondo a nenhum processo, coloco a cabeça no travesseiro com uma tranquilidade muito grande. Quero dizer que a política é um instrumento transformador da sociedade, para mudar a vida das pessoas para melhor. Infelizmente, parte da política nos últimos dias, tem feito o contrário. Tem trazido desemprego e uma série de problemas sociais, em virtude da péssima politica. Eu quero deixar a mensagem que existe a boa política, a que transforma, que traz benefícios para a população e tenham oportunidade para viver melhor. Por isto que estou na política. As pessoas tem que acreditar. Vejo que a população fica alheia à política. Poucas pessoas vêm à câmara para acompanhar um trabalho de um vereador. Como deputado então, esquece, porque fica longe. Mas, esta relação próxima hoje é possível através das redes sociais. Eu trabalho com muita transparência, aparecendo me pontuando, me posicionando. Entro ao vivo colocando a minha posição com tudo o que realizei na sessão.

Então, mensagem que deixo é: “Vamos acreditar que o Brasil vai caminhar de uma forma muito positiva. Mas depende de nós. Este ano tem eleição, temos os candidatos a presidente e governador, ao invés de anular o voto, vamos fazer um voto criterioso pra gente mudar este Brasil”.

Por Denise de Oliveira Guilherme
Fabio Guilherme

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